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Os momentos-chave da deterioração da relação Brasil-Venezuela
26/12/2017 - 20h11 em Politica

Em junho de 2015, uma comitiva de senadores brasileiros foi à Venezuela para reunir-se com líderes da oposição a Nicolás Maduro. 

 

Venezuela - Piquetes e hostilidades de grupos chavistas na saída do aeroporto de Caracas impediram o prosseguimento do grupo, aumentando a pressão política e diplomática ao governo Dilma Rousseff, aliado de Maduro.

A presidente da Constituinte da Venezuela, a ex-chanceler Delcy Rodríguez, confirmara ainda a declaração de persona non grata do encarregado de negócios da Embaixada do Canadá, Craib Kowalik.

 

— No âmbito da competência da Assembleia Constituinte, decidimos declarar como persona non grata o embaixador do Brasil até que se restitua o fio constitucional que o governo de fato rompeu neste país-irmão — afirmou Delcy, acusando Brasil e Canadá de “permanente e grosseira intromissão nos assuntos internos da Venezuela” e questionando a legitimidade do governo de Michel Temer.

 

Na semana anterior, ambos os países questionaram a recente decisão adotada pela Constituinte de dissolver dois governos municipais — Grande Caracas e Alto Apure — por motivos aparentemente políticos. Tanto o Itamaraty quanto vários países latino-americanos vêm endurecendo a postura crítica com a Venezuela, isolando-a diplomaticamente em instâncias como OEA e Mercosul.

 

O embaixador brasileiro retornara a Caracas em julho depois de permanecer nove meses no Brasil pela tensão política entre os dois países. O diplomata havia sido chamado ao Brasil para consultas em setembro do ano passado, após o governo de Maduro congelar vínculos no rastro de duras críticas feitas ao processo de impeachment de Dilma. Diante do recrudescimento da crise política no país vizinho, o Itamaraty julgou que seria importante manter um representante com o status máximo em Caracas.

 

O Canadá, por sua vez, afirmou que o embaixador venezuelano “já não é bem-vindo”, declarando-o persona non grata em represália à expulsão de Caracas do encarregado de negócios canadense. O embaixador já havia sido retirado pelo governo do presidente Nicolás Maduro em protesto pelas sanções canadenses contra funcionários venezuelanos envolvidos em atos de corrupção e violações dos direitos humanos — na sexta-feira, Ottawa decidiu, entre outras medidas, proibir a presença em seu território de 52 funcionários de Venezuela, Rússia e Sudão do Sul por corrupção ou violações dos direitos humanos.

 

A expulsão de Craig Kowalik é “típica do regime de Maduro, que tem minado todos os esforços para restaurar a democracia e ajudar o povo venezuelano”, denunciou a ministra canadense das Relações Exteriores, Chrystia Freeland.

 

— Os canadenses não ficarão à margem enquanto o governo da Venezuela despoja seu povo dos direitos fundamentais democráticos e humanos, e lhes nega acesso à assistência humanitária básica — destacou ela.

 

Com informações do Portal O Globo

 

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