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“Meu sonho é recristianizar a Europa”, diz novo primeiro-ministro da Polônia
19/12/2017 - 21h34 em Mundo

Mateusz Morawiecki assume o cargo com a saída de Beata Szydło e diz que o país não cederá às “chantagens” da União Europeia.

 

O novo primeiro-ministro da Polônia, Mateusz Morawiecki, no cargo desde segunda-feira (11/12), já deixou claro que suas metas são altas. “Meu sonho é recristianizar a União Europeia”, disse o sucessor de Beata Szydło em entrevista à TV Trwam, uma rede de televisão católica.

 

Para o político, membro do partido Lei e Justiça (PiS, na sigla em polonês), a Polônia é uma “nação grande e orgulhosa” que não se submeterá às “chantagens” dos líderes da União Europeia.

 

O Parlamento Europeu aprovou neste mês uma resolução que ameaça a Polônia com algumas sanções se o país aprovar uma série de medidas que incluem a restrição de abortos de bebês com problemas em seu desenvolvimento intra-uterino.

 

Filho da primeira-ministra da Polônia é ordenado padre

A resolução exige que a Polônia “defenda firmemente os direitos das mulheres, oferecendo contracepção livre e acessível sem discriminação”. O texto diz ainda que as decisões da Polônia contrariariam os “valores europeus”.

 

Questionado sobre o risco de cortes de verbas da União Europeia para a Polônia, Morawiecki evocou o ex-presidente francês François Hollande, que chegou a dizer: “Vocês têm valores, nós temos dinheiro”. “Bem, eu adoraria ajudar o Ocidente com os valores adequados”, disse Morawiecki.

 

Perfil

O novo primeiro-ministro tem 49 anos, é casado e tem dois filhos e duas filhas. Ele acumula também os cargos de ministro do Desenvolvimento, que assumiu em 2015, e das Finanças, que assumiu em 2016. Como titular da pasta do Desenvolvimento, foi o responsável pelo programa que incentiva o aumento da natalidade na Polônia, garantindo uma renda extra a famílias com mais de um filho.

 

Com uma carreira diversificada nos campos acadêmico e financeiro, Morawiecki foi entre 2007 e 2015 o presidente do banco Zachodni WBK, o terceiro maior da Polônia, que faz parte do grupo Santander. Ele foi vice-primeiro-ministro desde novembro de 2015 e filiou-se ao PiS em março de 2016.

 

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