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Dia de Finados: igrejas realizam missas, cultos e trabalhos evangelísticos em cemitério.
03/11/2017 - 3h05 em Religião

O Dia de Finados é celebrado pelos católicos no dia 02 de novembro por uma determinação do Vaticano no século XIII.

 

No entanto, a tradição de reza pelos mortos começou quatro séculos antes, quando o Santo Odilon, abade do mosteiro Beneditino de Cluny, na França, determinou que os monges rezassem por todos os mortos, religiosos ou incrédulos, conhecidos e desconhecidos, de todos os lugares, em todos os tempos.

 

No Brasil, a tradição do Dia dos Finados foi estabelecida pelos colonizadores portugueses, que replicaram os costumes do Velho Continente, com visitas aos túmulos, decoração com flores e velas.

 

Na tradição católica, essa prática se justifica por um texto de II Macabeus. Esse livro é considerado apócrifo na tradição protestante, e também na tradição judaica, embora estudiosos reconheçam seu valor no que se refere ao conteúdo histórico.

 

“Os católicos crêem que os vivos têm a possibilidade de fazer algo pelos mortos, por isso acendem velas, oram por eles e até pedem perdão pelos seus pecados. Essa prática, porém, está definitivamente contrária ao que diz a palavra de Deus”, Sanchez.

 

Uma das diferenças de abordagem em relação ao tema entre os católicos e os evangélicos, já que o feriado do Dia dos Finados ocorre poucos dias após a celebração dos 500 anos do movimento de Reforma Protestante.

 

Rolim de Moura

No único cemitério da cidade, logo pela manha, deu-se inicio as celebrações com a Igreja Católica que realizou uma missa as 07H00min, com a participação de aproximadamente 800 fieis.

 

 

E logo após as 09h00 foi à vez da Igreja Assembleia de Deus realizar o seu trabalho, na direção do Pastor Manoel Angelo Chagas, uma grande comitiva de fieis se fizeram presentes, compostas pela banda de musica “Trombetas do Rei”, Coral do Circulo de Oração e o Coral misto, o Pastor Juvemar – responsável pela congregação do bairro Boa Esperança, esteve na direção do trabalho, assessorado pelo pastor Nivan Medeiros – vice-presidente do Campo, irmãos de varias congregações urbanas e rurais se fizeram presentes, tendo em vista que muitos aproveitam a oportunidade para a visita ao ente querido.

 

Baseado no que a Bíblia diz, nós não temos margens para visitar os nossos entes queridos nos túmulos, apesar de ama-los, de sentir muita saudade. Eu perdi o meu pai há alguns anos, e eu tenho muita saudade, mas não tenho mais como falar com ele, no túmulo. Tenho certeza que pela retidão da vida que ele teve aqui na terra, no ultimo dia esse tumulo onde ele esta não será suficiente para segura-lo ali, disse o pastor Aldair Fermiano - Congregação do Cidade Alta, - que trouxe uma poderosa palavra da parte de Deus.

 

“A Bíblia diz, em Salmos 146:3,4: ‘Não ponha sua confiança em pessoas importantes, nem confie em seres humanos, pois eles são mortais, e não podem ajudar ninguém. Quando eles morrem, voltam para o pó da terra e naquele dia, todos os seus planos, se acabam’. Quem já morreu está inconsciente para esse mundo”, acrescentou.

 

 

 

Ao finalizar o culto o pastor Manoel, enfatizou de que os crentes não tem o costume de ir ao cemitério para idolatrar os que já morreram porque o que tem e deve ser feito, que seja feito enquanto esteja com vida, após a morte e ao descer ao sepulcro nada mais se pode fazer, não adiante orar, rezar ou fazer oferendas para que Deus tenha misericórdia da alma, porque nada mais e possível.

“que a morte sela todas as oportunidades dadas às pessoas. “‘E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo’ […] Não há como interferir na vida pós-morte”. Se logo após a morte vem o juízo, como haverá possibilidade de orar para que alguém já morto fosse perdoado pelas suas faltas?” enfatizou o Pastor.

 

Estruturas externas

Enquanto uns cultuavam lá dentro do cemitério, outras denominações com a Igreja Adventista do 7º Dia, com o grupo dos Desbravadores que estiveram presentes com o Projeto - Guarde aqui seu Capacete Gratuitamente. 

 

 

Projeto esse que visou dar aos motoqueiros visitantes, uma melhor tranquilidade, segurança e agilidade sem estar  se preocupando com seus capacetes.

Na estrutura montada ao lado do portal principal, além de guardar os capacetes também foi fornecido agua mineral gelada e um lugar para descanso e se alguém precisasse de qualquer ajuda no Local eles estavam à disposição para a prestação desse socorro.

 

A Igreja Presbiteriana do Brasil, também se fez presente com uma barraca e um trabalho todo especial para atendimento aos visitantes, onde na estrutura montada, tinha também muita agua gelada a disposição e a guarda de pertences, tudo isso gratuitamente feito por voluntários.

 

 

Durante todo o dia, passaram pelo local aproximadamente 13.000 pessoas

 

Da Redação

 

 

 

 

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