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Casal de arquitetos se especializam em construir Igrejas Evangélicas modernissimas
05/10/2017 - 11h12 em Gerais

Alex e Priscilla Caminha já assinaram mais de 15 projetos para templos religiosos, com valores de R$ 20 milhões.


NITERÓI - O vestido florido, a sandália rasteira, a falta de maquiagem e a combinação camiseta e calça jeans não entregam, mas, apesar da simplicidade quando o quesito é vestimenta, o casal Alex e Priscilla Caminha se tornaram uma espécie de Imhotep — o bambambã dos templos do Egito antigo — de São Gonçalo e região.

 

De um escritório modesto no Colubandê, eles coordenam a construção de diversas igrejas evangélicas, nicho que se tornou sua maior especialidade.

 

Nos últimos anos, foram mais de 15 projetos, além da consultoria em construções de outros templos, inclusive de fora do estado. Alex explica por que o negócio anda tão bem:

— O poder aquisitivo dos membros da igreja mudou, e todo mundo quer qualidade, seja onde for. Tem cultos que duram mais de duas horas e você não quer passar o tempo todo desconfortável.

 

Alex conta que, ao contrário do catolicismo (que possui exemplos de igrejas construídas em diversos estilos e séculos), os evangélicos não têm uma referência de arquitetura definida no passado. Por isso, a lógica é a da funcionalidade, quase sempre lançando mão dos mesmos recursos empregados em grandes teatros.

— Sem querer entrar no âmbito religioso, os católicos são mais tradicionais até na liturgia. Os evangélicos falam do cotidiano. Por isso, temos que pensar no aspecto prático da coisa.

 

Frequentador da Igreja Nova Vida — um dos motivos pelos quais sua rede de clientes começou a aumentar —, Alex explica a importância de esses espaços estarem adaptados para receber diversos tipos de oradores. Um dos projetos que melhor exemplificam seu discurso é a reforma da unidade do Colubandê da igreja.

 

Acústica de teatro

Construída em 1998, para abrigar 700 pessoas, a nova estrutura terá capacidade para três mil fiéis. A obra, orçada em R$ 20 milhões, terá torre de oração com 23 metros de altura (equivalente a um prédio de oito andares), berçário, elevador panorâmico e o mesmo sistema de tratamento acústico utilizado no Theatro Municipal de São Paulo.

— Um engenheiro vai programar um sistema de “comportamento de placas” que deslizam automaticamente de acordo com o tipo vocal de quem está no altar.

 

Outra novidade é a iluminação cênica, com mais de 200 spots de LED, alimentados por placas solares. A nave terá duas galerias reclinadas com 1,6 mil cadeiras para não prejudicar a visão de quem está atrás — adianta.

 

 

Comum a todos os projetos, só um pedido: o aproveitamento de cada espaço disponível.

 

Com informações da Agencia o Globo

 



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