Diretor de clínica de reabilitação explica causas de rebelião e prisão de monitor.
28/09/2017 - 20h31 em Gerais

Danos ao patrimônio passa dos R$ 25 mil.

 

O pastor Ricardo, diretor geral da filial particular do Centro Terapêutico de Internação Involuntária e Compulsória de Vilhena, desenvolvido pela igreja O Toque da Mão do Mestre, que possui sua sede em Pontes e Lacerda/MT, procurou a redação do Extra de Rondônia a fim de esclarecer as causas do motim realizado por três dos 30 internos da unidade que deixou 5 monitores feridos, tendo um destes, um dos braços fraturado a pauladas.

 

Segundo o pastor, por volta das 21h00 de quarta-feira, 27, três internos, que possuem idades entre 25 e 27 anos, iniciaram uma briga entre eles, quebrando três beliches e tentando pegar outros internos como reféns, porém, como foram impedidos pelos próprios pacientes e pelos monitores da unidade, entraram em luta corporal com os mesmos, que se estendeu para mais três alojamentos que também foram depredados.

 

Ainda de acordo com o pastor, diante da agressividade dos três jovens, a Polícia Militar foi acionada e conduziu os “arruaceiros” para a delegacia onde os mesmos alegaram que procederam de tal forma, devido ser torturados por um funcionário da clínica que acabou sendo detido, devido às acusações infundadas dos internos.

 

O pastor estima que entre os danos ao patrimônio e aos próprios funcionários, os prejuízos causados pelos internos passam dos R$ 25 mil e que durante os seis anos de abertura do Centro Terapêutico no Mato Grosso, que conta com um percentual de 70% de recuperação dos internados, nunca houve um incidente similar e a clínica nunca foi alvo de nenhum tipo de denúncia referente a maus tratos.

 

Referente ao fechamento da unidade que está em funcionamento a pouco mais de 55 dias na cidade e já contava com 30 internos, o pastor afirmou que o diretor geral da matriz virá a Vilhena nos próximos dias para decidir sobre o caso, porém, no momento há apenas oito pacientes na unidade, pois muitos foram retirados pelos próprios familiares, devido terem sido ameaçados de morte pelos “baderneiros”, por não terem aderido ao motim.

 

Ricardo afirmou que os familiares de alguns dos internos que foram retirados da unidade e dos jovens que foram expulsos, já ligaram para o mesmo para que fosse buscá-los, pois já estão nas ruas consumindo drogas novamente.

 

“Em nome da fundação, quero dizer à população de Vilhena que jamais maltratamos nenhum dos nossos internos e que mesmo a unidade sendo fechada no município, devido o incidente, do qual não fomos responsáveis, estaremos sempre de braços abertos em nossa sede localizada em Pontes e Lacerda, que já conta com 30 internos vilhenenses. Nosso objetivo não é maltratar e sim curar”; concluiu o pastor.

 

Com informações do Extra de Rondônia

 

 

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