Técnico dos Santos veta cultos na concentração dos jogadores: “é local de trabalho”
12/09/2017 - 21h34 em Religião

Levir Culpi é agnóstico e não se opõem às manifestações de fé dos jogadores.

 

O treinador dos Santos, Levir Culpi, a 30 dias, vetou a entrada de pastores em dia de concentração para a realização de cultos junto aos jogadores evangélicos que fazem parte do time.

Segundo ele, impedir o uso da religião nas concentrações faz parte das regras do ambiente de trabalho e que a atitude não partiu da diretoria do time. “Aqui é local de trabalho”, disse. “Se abrir para religião, tem que abrir para todas, muçulmana, tudo. Aqui se faz futebol. Saiu do portão, vamos frequentar qualquer igreja”, declarou o técnico.

 

O time tem um histórico ligado às igrejas evangélicas, diversos atletas do time são cristãos e os cultos fazem parte dos encontros dos atletas.

 

Ricardo Oliveira, por exemplo, evangelizou muitos de seus colegas de elenco.

 

O treinador dos Santos é agnóstico, mas não é contra as manifestações religiosas de seus atletas

 

Muitos cultos que aconteceram nas concentrações tiveram Ricardo como pregador, oficio que ele pretende seguir quando abandonar a carreira. Mas a decisão do técnico, não atinge apenas os evangélicos, mas todos os jogadores de todas as crenças.

 

“O que eu penso é que eu não quero culto religioso, por exemplo, eu não quero que o padre vá rezar uma missa dentro do Santos, do CT. Nem que vá uma freira, nem que vá um pastor, um caboclo ‘mexerica’, não é isso”, exemplificou o treinador em entrevista para a TV.

 

Culpi declarou que não é contra as manifestações de fé dos jogadores e que até gosta quando eles oram antes de iniciar uma viagem, mas não é a favor de culto dentro da concentração. “Lá no Santos nós fazemos isso: o ônibus vai sair, as pessoas dão a mão e fazem uma oração para viajar, eu acho isso muito legal. Você se sente bem, se sente unido. Não faz mal para ninguém.”

Ele também não é contra que os jogadores se unam para ler a Bíblia, apenas não quer que líderes religiosos estejam presentes no treinamento dos atletas. “Eu sou agnóstico, mas respeito a todos e acho que é isso que deve ser feito. Só que no local de trabalho, cara? Local de trabalho é local de trabalho. Só isso, saiu do trabalho, você está liberado para ir onde você quiser”, reafirmou Culpi

 

 

 

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