Perto de 1,5 mil cabeças de gado morrem com suspeita de botulismo
08/08/2017 - 15h25 em Agronegocios

Caso foi confirmado nesta terça-feira (8) no Mato Grosso do Sul e está sendo investigado pela Agência Estadual de Defesa Sanitária e Animal (Iagro)

Divulgação

 

A Agência Estadual de Defesa Sanitária e Animal (Iagro), do Mato Grosso do Sul, confirmou a morte de mais de 1,1 mil cabeças de gado nesta segunda feira (7), no município de Água Clara, a 40 km da capital Campo Grande.

Outra fonte informou que 1,6 mil animais teriam morrido.

A principal suspeita é que os animais tenham contraído botulismo. Em nota, o pecuarista Persio Ation Tosi, responsável pela Fazenda Monica Cristina, onde a situação ocorreu, destaca que as mortes estão estabilizadas e que a contagem final está sendo apurada.

O diretor do Iagro, Luciano Chiocheta, explica que o caso aconteceu quando os animais estavam confinados e informa que até o momento não há registro da doença em outras propriedades. “Recebemos uma notificação de alta mortalidade e confirmamos as mortes, que vêm acontecendo desde quinta-feira (3)”, conta. O rebanho estimado é de 1,7 mil animais e o prejuízo aproximado é de R$ 2 milhões, segundo o diretor.

Os bovinos estão sendo enterrados na fazenda onde as mortes aconteceram. “Todas providências pertinentes foram tomadas, enterrando os animais em valas de 4 metros de profundidade, em uma verdadeira operação de guerra”, destaca a nota do pecuarista.

O caso está sendo avaliado pela Iagro com o apoio da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), que deve realizar análises clínicas. A reportagem entrou em contato com o Laboratório de Anatomia Patológica da Faculdade de Veterinária e Zootecnia da UFMS, que se recusou a dar qualquer informação.

Milho com mofo pode ter causado o problema

 

Botulismo bovino

O botulismo bovino é uma doença causada pela bactéria Clostridium botulinum, que libera a toxina botulínica no corpo do ser vivo afetado. A causa provável foi à contaminação por meio de bolor ou mofo na ração animal, mais especificamente na silagem de milho em grãos, segundo Chiocheta.

“É importante esclarecer que é uma suspeita de doença infectocontagiosa e que não é transmissível de animal para animal, nem para o ser humano”, revela o diretor.

A outra fonte entrevistada pela reportagem confirma que não há risco de transmissão de animal para animal, nem para humanos. “É como uma intoxicação alimentar comum”, explica.

Neste caso, contudo, a intoxicação é severa, levando rapidamente o animal à morte.

Em seres humanos, a intoxicação por botulismo também ocorre por meio de alimentos e pode levar a óbito.

 

Confira abaixo o vídeo feito pela fazenda em que ocorreram os casos: 

 

Com informações Redação do RuralNewsMs

 

 

COMENTÁRIOS
Comentário enviado com sucesso!
Publicidade4
Publicidade